Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 20/09/2022

Lev Vigotsky, psicólogo bielorruso, afirma que o aprendizado organizado resulta no pleno desenvolvimento mental do aluno. Isto é, um ensino não direcionado a-carreta deficiências intelectuais, como o analfabetismo. Em concordância a isso, um dos grupos mais atingidos pela desorganização educacional é o de idosos, os quais, muitas vezes, vivem a vida lendo só o nome. Assim, torna-se pertinente a-bordar a desintegração nacional financeira e o tipo de educação fornecida no país, para entender os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil.

A princípio, é válido discorrer o fluxo dos investimentos nacionais como um con-tribuinte para o analfabetismo na terceira idade. Nessa perspectiva, com a chegada da Família Real no Brasil, em 1808, e instalação no Rio de Janeiro, o capital se diri-giu para a região sudeste, uma vez que precisava-se construir uma estrutura Real. Desde então, regiões como Nordeste e Norte foram segregadas financeiramente. Isso permite inferir que o ensino em tais regiões também ficou defasado, de modo que os melhores profissionais e escolas se concentram onde o capital está mais denso. Logo, a desintegração nacional econômica se configura como um dos desa-fios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil.

Além disso, é mister explorar o tipo de educação dada pelo sistema de ensino do país como outro colaborador para o analfabetismo da terceira idade. Nesse senti-do, o pedagogo brasileiro Paulo Freire afirma que a educação brasileira é do tipo bancária, ou seja, o professor é o dententor do conhecimento e o aluno é o recep-tor. Isso demonstra que, nesse método, o discente não participa da contrução do saber e só o recebe, de maneira passiva, o que o desestimula, uma vez que o co-nhecimento é visto como inalcançável e cansativo. Destarte, vê-se que o ensino fornecido no Brasil é outro desafio relacionado à alfabetização de idosos no país.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar o óbice em te-se. Então, cabe ao governo federal, investir na educação brasileira, por meio do di-recionamento de capitais para as áreas mais deficientes e de maiores índices de a-nalfabetismo, como as regiões Norte e Nordeste, para que os idosos sejam alfabe-tizados, as regiões sejam integradas e o sistema de ensino seja mais eficaz. Somen-te assim, a população brasileira terá uma plena cognição, como dito por Vigostky.