Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 31/10/2022

Diante do Estatuto do Idoso, no artigo 25, é estabelecido que o governo deve apoiar a abertura de projetos educacionais e oferecer cursos de extensão, presenciais ou a distância, voltados para o ensino e a inclusão tanto na terceira idade como para todas as idades. Entretanto é de conhecimento de todos que na prática essas propostas não são efetivadas, não sendo oferecida as oportunidades necessárias para a inclusão da terceira idade dentro da educação.

Em primeira análise, evidencia-se a exclusão na educação tecnológica para a terceira idade, que na maioria das vezes enfrenta dificuldades por não ter contato com a tecnologia e necessitar de uma atenção maior para um aprendizado direcionado, levando em conta que muitos são analfabetos e precisam começar com os assuntos básicos da educação. Comprovando um dos métodos de Charles Darwin, que afirma que os seres mais adaptados ao meio sobrevivem e os menos adaptados são excluídos, levando em conta que atualmente a principal ferramenta utilizada pela educação como aliada é a tecnologia, que vem se expandindo cada vez mais e fazendo parte do dia a dia da população.

Atrelado a isso podemos destacar também a falta de projetos e novas iniciativas que estimulem os idosos a voltarem a estudar, uma vez que muitos não concluíram sequer o ensino básico. Somado ao fato de não haver a divulgação necessária para quando esses projetos estão sendo colocados em prática e não ter uma quantidade de vagas que são consideradas essenciais para suprir a demanda dessa parcela da população na maior parte das cidades brasileiras.

Desse modo, a educação dos idosos é um tema muito importante para que eles continuem sendo ativos em suas tarefas. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Educação crie cursos públicos e invista em publicidades para os mesmos, trabalhando juntamente com o Governo Federal para a criação do projeto. Ocorrendo por meio da ampliação no número de escolas e contratações de profissionais para essas instituições, com matérias obrigatórias sobre a tecnologia. Fazendo com que haja uma maior participação e inclusão da terceira idade no cenário educacional e eles possam ter uma maior oportunidade de atingirem suas ambições e realizações próprias.