Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 11/10/2022

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivismo “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil que ainda representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastímavel panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência a exclusão social.

De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação a falta de alfabetização dos idosos. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o direito a educação. Logo, é notório que a omissão do Estado ocasiona um crescente números de idosos analfabetos no Brasil.

Por conseguinte, engrenda-se a falta de participação na agremiação, uma vez que saber ler e escrever é fundamental para que se tenha uma boa comunicação. Posto isso, De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18 por cento das pessoas com mais de 60 anos são analfabetas. Diante de tal exposto, essa parcela da população precisa ser alfabetizada para que elas não tenham tantas dificuldades na vida em sociedade.

Em suma, medidas devem ser adotas a fim de reduzir o número de idosos analfabetos.Para isso,cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente ao Ministério da Educação , fazer com que se tenha mais programas socioeducativos para essa minoria. Tal ação deverá ocorrer por meio de verbas destinadas as escolas para receber o maior número de pessoas da terceira idade.