Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 18/10/2022
De acordo com o escritor Michael Backthim, a comunicação é a maior forma de libertação de um indivíduo. Porém, infelizmente, inúmeros idosos brasileiros não podem exercer essa realidade de liberdade individual, visto que não são alfabetizados, o que prejudica o bem-estar desses. Nesse contexto, torna-se urgente discutir a marginalização do idoso vunerável no processo educacional, juntamente com as adversidades que desistimulam o estudo nessa idade.
De início, é necessário entender o conceito de ‘‘Globalização Perversa’’, do geográfo Milton Santos, o qual diz que apesar do alto indíce de desenvolvimento social do mundo contemporâneo, os grupos mais afastados das relações de poder são excluídos desse processo. De maneira análoga à tal viés, alguns idosos de localidades interioranas ou de camadas sociais vuneráveis ficam à margem desse contexto educacional e não possuem a chance de aprender a ler e a escrever. Isso ocorre por causa da negligência governamental que carece de cuidados para com a população afastada dos centros sociais, a qual muitas vezes cresceu em um ambiente instável e abandonou a escola. Assim, esses indivíduos da terceira idade permanecem, até o período hediondo, com falhas na comunicação.
Ademais, cabe enteder que o pintor Salvador Dali, em sua obra ‘‘A Persistêcia da Memória’’, retrata relógios derretendo que simbolizam o esgotamento do tempo da vida humana. Nesse sentido, os idosos, por serem indivíduos de idade avaçada, acreditam não ter mais tempo para dedicar à sala de aula. Esse cenário, quando somado à falta de estímulos para o processo de alfabetização e à falta de um projeto de apredizagem inclusivo, fomenta a permanência dessa realidade.
Desse modo, diante dos fatos supracitados, é notório que o Brasil precisa direcionar mais atenção à questão da alfabetização dos idosos no cenário do país. Urge, portanto,que o Ministério da Educação suscite o processo de aprendizagem da leitura e escrita entre idosos por meio da criação de um projeto chamado ‘‘Nunca é Tarde Para Aprender’’, o qual atenda as mais diversas regiões do Brasil e que seja formado por pedagógos e professores com habilidades geriátricas que respeitem o tempo e as dificuldades do aluno,a fim de alfabetizar e incluir o idoso no sistema educacional brasileiro. Para que,assim, a comunicação possa libertá-los.