Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/10/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alfabetização dos idosos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de incentivo quanto da falta de investimento na educação.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para enfrentar os desafios da alfabetização dos idosos. Nesse sentido, a falta de incentivo ocasiona o desafio da formação inicial da terceira idade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação no “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos indispensáveis.

Ademais, é fundamental apontar a falta de investimento na educação como impulsionador do analfabetismo dos idosos no Brasil. De acordo com o Instintuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18% das pessoas acima de 60 anos são analfabetas. Diante de tal exposto, o Estado não executa o que está na Constituição de 1988, que diz que é dever do país garantir uma educação de qualidade, o que fica inviavél sem investimento adequado. logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscindível que o Estado, por intermédio de verbas, invista mais na educação e busque, por meio de palestras, incentivar as pessoas acima de 60 anos a voltar a estudar, a fim de que eles sejam alfabetizados. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo dos desafios relacionados a alfabetização da terceira idade.