Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 05/11/2022

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, de forma análoga ao trecho do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, essa pedra é um desafio a ser superado como a alfabetização dos idosos. Dessa forma, o cenário vigente é fruto da insuficiência estatal e do silenciamento. Sendo assim, emerge um problema que precisa ser resolvido.

Em primeira análise, é válido explanar que a inabilidade do estado é uma causa latente do problema. Segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o Estado tem como obrigação garantir o bem-estar da nação, no entanto, isto não ocorre no Brasil. Devido à falta de ação governamental, a revista Isto é afirma que 14% dos idosos não foram à escola, ou seja, isso quer dizer que uma parcela da população teve o seu direito básico a educação negado. Desse modo, é imperativo que haja uma mudança na postura estatal.

Ademais, vale salientar que o silenciamento imposto às pessoas impulsiona o revés. De acordo com o filósofo frânces Michel Foucault, alguns assuntos são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa lógica, percebe-se uma tendência maliciosa na sociedade ao manter uma parte dos cidadões analfabetizados, já que, pela falta de letramento, podem ser controlados com mais facilidade. Todo esse quadro retarda a resolução do empecilho, visto que continua a perpetuá-lo no corpo social.

Portanto, pode-se inferir que a alfabetização dos idosos é uma questão relevante que necessita de soluções. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Cidadania investir na capacitação de professores para melhorar o atendimento a essa fração da população, aliada a diretrizes de alfabetização adaptadas ao contexto social no qual cada indivíduo está inserido, garantindo o acesso a educação aos mais velhos. Assim, será possível superar a pedra, citada por Drummond, do caminho.