Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Segundo Sócrates, “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”. Assim, para o filósofo, refletir e treinar a faculdade de raciocínio nos assuntos em pautas, permite exercer um papel participante na sociedade e impede a vida de perder o seu valor. É pertinente trazer à discussão a frase do pensador, visto que em decorrência da desigualdade social, bem como a precariedade do ensino, uma grande parcela dos idosos continuam sem acesso à alfabetização adequada, sendo assim, privadas de atuarem na democracia brasileira.
Em uma primeira análise, vale pontuar que as condições desiguais contribuem no aumento da taxa de idosos analfabetas. Conforme a entrevista conduzida pela Agência de Notícias UNICEUB, uma jovem relatou da angústia de precisar trabalhar aos 12 anos e apenas ter contato escolar aos 33 anos. Dessa forma, apesar da promulgação da Constituição de 1988, por exemplo, na qual a educação é um direito básico a todos, a ausência da aplicação de políticas públicas impossibilita a garantia desse dever. Consequentemente, ao passo que a triste realidade de muitos brasileiros é de abandonarem a escola para ajudar os pais, a parcela rica, por sua vez, continua a possuir maior acessibilidade aos recursos educacionais.
Outrossim, é lícito citar como a baixa qualidade de ensinamento corrobora para a escolaridade básica da população mais velha. Para o educador Ewerton Fernandes de Souza, para haver um processo de aprendizagem benéfico, é necessária uma boa relação entre o professor e o aluno. Sob essa lógica, sem o treinamento essencial, profissionais do rumo educativa, não conseguem manter uma boa comunicação com pessoas da terceira idade, dificultando cada vez mais, a aquisição de conhecimento.
Posto isso, é imprescindível que medidas sejam tomadas para diminuir a dificuldade no que concerne a alfabetização de idosos. Para tal, urge-se que o Ministério da Educação (MEC), em conjunto com as prefeituras locais e por meio de verbas públicas, realize anualmente reuniões de capacitação para profissionais de aprendizagem. Esses encontros devem conter palestras que orientem os titulares sobre formas de agirem conforme a capacidade de cada idoso e encoraja-los a usarem materiais didáticos interativas e de fácil leitura.