Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 05/11/2022

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso”, não só para a Bandeira Nacional mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, a baixa alfabetização dos idosos representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência a dificuldade do acesso a informação.

De início, há de se constatar a débil ação do poder público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo Thomas Hobees, em seu livro “Leviatã’’, defende a imcubência do estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem papel inerte em relação a alfabetização. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como ler e escrever. Logo, é notório que a omissão do estado perpetua a analfabetização dessa faixa etária no Brasil.

Por conseguinte, engendra-se o acesso a informação. Posto isso, de acordo com o IBGE, cerca de um quinto da população de 60 anos não sabe ler e escrever. Diante de tal posto, tornam-se alvos de fake news, já que possuem poucos meios para averiguar tais informações. Portanto, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental na alfabetização dos idosos. Assim, afim de estimular o acesso a educação, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o MEC, realizar comerciais televisivos promovendo o EJA. Tal ação deverá ocorrer por meio da parceria entre o MEC e as emissoras de TV, uma vez que as emissoras propiciam uma das únicas formas de obter informação dessa faixa etária. Somente assim os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.