Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 07/11/2022
Conhecida como ´´Cidadã``, por ter sido concebida durante o processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. Todavia, no que tange à questão da alfabetização dos idosos no Brasil, nota-se que os ideais presentes na Carta Magna não estão sendo realmente aplicados. Nesse sentido, é válido ressaltar que a insuficiência legislativa, aliada à lacuna educacional do povo origina o problema.
A princípio, é importante expor que a incompetência governamental favorece a gênese do impasse. Sob tal ótica, segundo Jon Locke: ´´as leis fizeram-se para os homens e não para as leis´´. Logo, se uma lei é criada, é necessário avaliar se sua aplicação está sendo realmente realizada. No entanto, em decorrência das adversidades na alfabetização dos idosos, percebe-se uma grande falha dos governantes, haja vista que apesar de a educação ser garantida na lei, tal premissa não se comprova na realidade. Diante disso, inúmeros idosos enfrentam dificuldades em atividades diárias básicas, tais como: deficiência na leitura, na escrita - as vezes do próprio nome - e em cálculos básicos de matemática.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática, é a ignorância do povo. Nessa lógica, o filósofo polonês Arthur Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento do mundo. Nesse viés, a nação brasileira, por possuir um campo de visão e intelectual limitado pelo individualismo e pela ignorância, não enxerga a importância da educação da parcela idosa, e, por conseguinte, a ignora. Por fim, em virtude da falha do governo em fornecer a alfabetização, em conjunto com a noção antipática e antiética do povo, diversos idosos são privados da alfabetização.
Em suma, com o intuito de reverter a situação hodierna e incentivar a educação dos idosos, é imprescindível que o poder público - mantenedor das leis, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, investimentos em programas especializados na educação da parcela supracitada, como por exemplo, escolas próximas às residências de tal grupo, em conjunto com o incentivo por meio de propagandas na televisão e na mídia. Dessarte, almejar-se-ia um Brasil mais justo e igualitário.