Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 13/05/2023
De acordo com Paulo Freire, ‘‘Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.’’, com isso, sabe-se que o processo de alfabetização dos idosos no Brasil, é guiado por mudanças estruturais. A crítica de Paulo Freire continua válida nos dias atuais, assim, analisa-se a importância da base educacional. Nesse sentido, cabe analisar a falta de acessibilidade e o baixo desempenho escolar.
Em primeira análise, vale ressaltar a falta de acessibilidade devido à negligência governamental. Nesse contexto, acredita-se que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à educação é garantia do padrão de qualidade, porém, analisa-se que no atual cenário brasileiro, existem falhas no âmbito educacional e estrutural na acessibilidade dos cidadãos de terceira idade, desse modo existindo rupturas na alfabetização e na falha da inclusão dos estudos na rotina. Além disso, com a falta de capacitação técnica e a falha de investimentos educacionais, é comum as frustrações desses idosos no ambiente profissional.
Em segunda análise, destaca-se o baixo desempenho escolar causado pelo pequeno desenvolvimento do histórico acadêmico dos idosos brasileiros. De acordo com o IBGE, mais de 10% das pessoas de 60 anos são analfabetas, dessa maneira, confirma-se que esse problema é datado de tempos atrás, logo, analisa-se que os jovens sem acesso a educação acabam tornando-se idosos sem escolaridade, aumentando o analfabetismo dos idosos. Sendo assim, percebe-se que a causa dos problemas da alfabetização dos idosos começa da educação básica na infância, porém, poucos possuem direito à educação de qualidade, assim, aumentando o abandono escolar e o índice de analfabetismo brasileiro.
Portanto, é essencial que o governo reduza o problema educacional. Para isso, o Ministério da Educação, orgão responsável por promover o ensino de qualidade para todos, deve investir na base educacional escolar dos jovens e idosos, por meio da criação de instituições públicas de qualidade, escolas e universidades, que invistam em melhoria no ensino de qualidade, a fim de diminuir o analfabetismo e promover melhoria na educação brasileira.