Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 18/06/2023

A filosofia de Tomás de Aquino defende a necessidade das pessoas serem valo-rizadas igualmente. No entanto, de forma cruel, essa premissa nao é verificada na realidade brasileira, uma vez que muitos idosos não são alfabetizados, sendo, portanto, excluídos desse grande privilégio: que é a educação. Com isso, emerge um desafio sério, em virtude do legado histórico e a priorização de interesses econômicos.

Nesse contexto, em primeira análise, é preciso atentar para a herança histórica enraizada na problemática. Para Levi-Strauss, só é possível entender a sociedade por meio dos eventos históricos. De fato, o passado explica grande parte do analfa-betismo de pessoas idosas, haja vista, o ensino ,anteriormente a Getúlio Vargas, era priorizado para as classes mais abastadas, em detrimento das mais pobres. Tal situação reflete-se atualmente nos altos indíces de déficit educacional nessa parcela da população e promove enormes desafios para sua erradicação. Então, reverter a influência do passado é vital para dirimir esta triste situação.

Além disso, outro fator influenciador é a falta de investimentos presente nessa questão. O Fundo Monentário Internacional revela que o Brasil é a nona maior economia do mundo. No entanto, o país deixa à margem o ensino público, pois, pelo baixo investimento no programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA), milhares de idosos não têm acesso a um ensino de qualidade, quer seja pela falta de qualificação dos professores para o ensino a um público tão específico, quer seja pela falta de infraestrutura predial e logística. Assim, ampliar os recursos financeiros é crucial para dissolver esta lamentável conjuntura.

É imperativo, portanto, agir nesse grave problema. Para isso, O Governo Fede-ral, por meio do Ministério da Educação (Órgão competente pelas políticas públicas educacional no Brasil), deve criar um programa amplo de investimentos, com a destinação de verbas aos municípios para promoção de qualificação dos professores, bem como melhoria dos prédios destinados à educação, a fim de aumentar a qualidade do ensino, combater a falta de investimentos e, por fim, o deplorável legado histórico. Dessa forma, a visão de Tomás de Aquino de que as pessoas sejam valorizadas se concretizará.