Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 10/07/2023
A Constituição Federal de 1988 -documento jurídico mais importante do Brasil- assegura a todos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço de educação pública do Brasil e a exclusão social vivenciada pelos idosos causam problemas quando se trata da alfabetização dos idosos, e, consequentemente, da efetivação desses direitos tão importantes. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no sistema educacional do país.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamen-tais para combater o analfabetismo entre os idosos. Segundo o IBGE, em 2020, 40 a cada 100 pessoas com mais de 60 anos relataram problemas na escrita e na leitura, deixando claro a injustiça e exclusão vivida por essa parcela da população, que além de conviver com as limitações da idade, também são vítimas dessa questão educacional antiga no país. Sendo assim, de acordo com as ideias do contratualista John Locke, o Estado viola o “contrato social”, pois não garante aos cidadão o direito básico à escolaridade, deixando evidente o descaso dos órgaõs competentes com a questão abordada.
Em segundo lugar, é fundamental apontar a exclusão social como impulsionadora do analfabetismo entre idosos no Brasil. Segundo o escritor C. S. Lewis, você nunca é tão velho para ter um novo sonho, no entanto, a sociedade enxerga o idoso como incapaz e esse comportamento vai podando o anseio de crescimento dessas pessoas, deixando nítido o quão prejudicial esse tipo de preconceito é. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade do combate a esses obstáculos . Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, promova uma reestruturação no sistema ecudacional do país, capacitando professores no ensino de idosos,a fim de promover uma educação mais humanitária e acolhedora, visto que essas pessoas, por sofrerem discriminação, precisam de uma rede de apoio especializada. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente “seu contrato social”, tal como afirma a teoria de John Locke.