Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 04/08/2023

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, com a ausência de conflitos. Entretanto, fora da ficção exposta, é possível observar um nótorio desafio no que diz respeito à alfabetização de idosos no Brasil, ocasionado, principalmente, por negligência do Estado, como também pela desigualdade social.

Em primeira análise, cabe apontar o descaso estatal como um perpetuadores dessa problemática. A esse respeito, o filósofo Thomas Hobbes, defendia a ideia de era defender do Estado zelar pelo bem-estar social. Em contrapartida, no cenário atual brasileiro, esse preceito não ocorre, visto que as autoridades competentes não investem satisfatoriamente no eixo da educação, deixando-a defasada e pouco acessível, especialmente para a população idosa que geralmente possui suas próprias limitações de aprendizagem. Por efeito a isso, a alfabetização na terceira idade torna-se cada vez mais difícil, trazendo impactos negativos a essa população.

Ademais, vale ressaltar também a disparidade social como outro agravante do problema. De acordo com o Índice de Gini, medidor que classifica o grau de desigualdade entre os países, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do globo. Nesse viés, é passível de correlacionar o dado apresentado com a realidade educacional brasileira, uma vez que o acesso fácil e proveitoso se restringe a uma parcela populacional, tendo a terceira idade como um dos principais desafios de inserção na educação em razão de condições financeiras, rotina familiar, restrições de aprendizagem, pouco incentivo, entre outros.

É evidente, portanto, que medidas devam ser aplicadas. Nesse prisma, a fim de aumentar o número de idosos formados no Brasil, cabe ao Governo Federal, órgão de instância máxima no país, promover em conjunto com o Ministério da Educação, a difusão do programa EJA (Educação de Jovens e Adultos) nos estados com piores índices educacionais, propondo-se a custear os estudos e parte das necessidades básicas até a conclusão do ensino, como forma de incentivar a participação dessa parcela populacional. Assim, aproximando-se da idealização de More.