Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/10/2023

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico Brasileiro, assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra os desafios relacionados à alfabetização dos idosos, verifica-se que esse preceito é constatado na teoria e não desejavelmente na prática. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro

Deve-se destacar, de início, a negligência governamental como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que contribuam para o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se no Brasil, que a alfabetização dos idosos, rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que o acesso à educação é cada vez mais difícil, com a falta de professores qualificados e flexibilização de carga horária de ensino, o que dificulta ainda mais a aprendizagem dessas pessoas. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno século XXI, a problemática ainda aconteça na sociedade brasileira, violando o que é exigido constitucionalmente.

Diante desse cenário, é válido ressaltar a discrepância econômica como um perigoso legado para o país. Acerca disso, o escritor Ariano Sassuna defende que existe uma injustiça secular que divide a nação brasileira em duas vertentes: a dos favorecidos e dos despossuídos. Sob essa lógica, a parcela dos desfavorecidos não é detentora de poder aquisitivo que permita o acesso a educação. O que evidencia a privação desse público dos benefícios promovidos por essa ferramenta. Por isso, enquanto a desigualdade social se mantiver corrente, os desafios para a alfabetização dos idosos continuará a afligir o Brasil.

Diante dos fatos supramencionados, medidas são necessárias para atenuar esse entrave. Logo, o Governo Federal, órgão de maior poder executivo do país, deve criar programas de apoio e capacitar profissionais, por meio do direcionamento das verbas governamentais. Essas medidas, que devem ser realizadas a partir de um planejamento eficiente, tem o intuito de garantir maior inclusão social e formar uma sociedade justa e igualitária. Assim, poder-se-á evidenciar o cumprimento dos elementos elencados na magna carta.