Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 04/11/2023
A despeito de todo progresso humanitário e sociológico da contemporaneidade, a alfabetização dos idosos continua a configurar-se como um grave impasse na realidade brasileira. Diante disso, é evidente que esse entrave se relaciona não só com a desigualdade social, mas também com os descaso governamental.
Nesse cenário, é importante reconhecer as disparidades sociais como propulsoras desse mal. Decerto, a sociedade contemporânea é marcada por um crescente avanço tecnológico que exige muito das habilidades de escrita e leitura, uma vez que, a maior parte das formas de comunicação é através de mensagens de texto, mas nem todos os idosos tiveram condições de ter acesso à alfabetização, ficando à margem da sociedade atual. Essa crítica se coaduna com o conceito de “Capital Cultural, de Bourdieu, segundo o qual, determinados conhecimentos dominados pelas classes dominantes servem como distintores de classes: quem os detém permanece superior. Dessa forma, aqueles que possuem condições de ter acesso a um ensino de qualidade, saem à frente daqueles que não têm.
Outro ponto relevante, é o fato de que os índices do acesso ao ensino médio pelos idosos aumentou, mas ainda predominam as taxas de analfabetismo, e pouco se vê sendo divulgado a respeito dos programas de acesso, como o EJA (Educação para Jovens e Adultos). Decerto, as oportunidades de aprendizado aumentaram no mundo atual, sendo possível aprender até de forma remota, mas ainda se observa poucas políticas públicas voltadas a introdução dos idosos na esfera da educação, e pouca divulgação sobre as que existem. Nesse contexto, ganha relevância as pesquisas feitas pelo “G1”, que diz que parte da população que precisa não sabe da existência do EJA e de programas de incentivo à educação dos idosos. Dessa forma, é evidente que grande parte das pessoas que necessitam desses serviços, são negligenciadas pela falta de informação.
A partir disso, faz-se necessário que medidas sejam tomadas visando a atenuação do problema. Para tanto, é imprescindível que o Ministério da Educação realize a alfabetização dos idosos, via programas de ensino, promovendo a democratização do acesso à educação, a fim de que eles tenham qualidade de vida. Isso pode ser efetivado por meio da criação de projetos e da disseminação de informações.