Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 02/03/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à educação, como inerente a todo cidadão brasileiro. Porém,tal prerrogativa, não tem se refletido na prática quando se observa os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil, dificultando desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem a esse quadro.

Diante desse quadro, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para se combater a falta de alfabetização dos idosos no âmbito nacional. Nesse sentido, o Estado negligencia o aprendizado dos idosos, podendo trazer consequências a suas vidas, com dificuldade de acesso a diversos tipos de comunicação, como livros, jornais e tecnologias. Segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, essa conjuntura configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que os cidadãos desfrute de direitos indispensáveis, como à educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar, que muitos idosos não tiveram acesso a educação basica na juventude. Diante disso, o trabalho precosse junto a pobreza, é um dos motivos da evasão escolar na adolescência, e os resultados recorrentes a isso é o analfabetismo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), quase um quinto das pessoas de 60 anos são analfabetas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Assim, o Governo junto com Ministério da Educação - orgão governamental responsável pela educação do país - crie, mediante a verbas governamentais, uma rede de células de aprendizagem para idosos. Isso pode ser feito por meio de profissionais da área da educação, professores e voluntários, em lugares como escolas, de modo a utilizar a leitura e a escrita como ensinamento, a fim de sanar a triste realidade do analfabetismo dos idosos. Assim, se consolidará uma sociedade mais educada, na qual o Estado cumpre corretamente com seu “Contrato Social” como afirma John Locke.