Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 16/04/2024

“Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro nação”. Na música “Que país é esse”, da banda Legião Urbana, há a denúncia acerca de diversos problemas sociais. Na realidade brasileira, isso pode ser observado na medida em que a omissão estatal e a desigualdade social perpetuam os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil.

Em primeiro plano, vale destacar a ineficiência do estado diante da situação problema. Sob essa ótica, o sociólogo Jurgen Habermas pontuava que a democracia só irá ocorrer de maneira adequeada quando existir a correlação dos sistemas administrativo e econômico com o “mundo da vida”. Isto é, quando as necessidas e demandas do cotidiano da comunidade forem solucionadas em todas as esferas públicas. Sob esse viés, ressalta-se que a falta de representatividade estatal, perante as políticas públicas sobre a alfabetização de idosos, demostra a realidade proposta por Habermas. Com isso, parte da população carece de políticas sociais inclusivas.

Em segundo plano, pontua-se a disparidade econômica como fator pertimente para o tema em questão. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE) 1/3 dos brasileiros recebe ao máximo 2 salários mínimos. Logo, a dupla jornada de estudos e trabalhos muita das vezes se tornam enviavéis devido as condições precárias e muitos indivíduos não conseguem se manter na escola. Tal fato afetou diretamente o grupo dos idosos, já que viveram uma realidade e perído diferente, repleto de obrigações financeiras. Dessa forma, as necessidades econômicas afeteram as oportunidades de estudos, acarretando um aglomerado de pessoas impossibilitadas de um ensino básico e o direito a alfabetização.

Urge, portanto, medidas que atenuem a problemática em questão. Logo, cabe ao Ministério da educação - responsável por uma educação inclusiva - promover políticas públicas de cunho educacional para os idosos. Isso deve ser feito por meio de cursos presenciais e online que visem a alfabetização tardia desse grupo, a fim de proporcionar o direito básico a educação. Além disso, o governo deve ofertar bolsas auxilíos na busca de incentivar os idosos e ajudar econômicamente.