Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 26/08/2024
No filme “O Discurso do Rei” (2010), o rei George VI supera barreiras de comunicação com o auxílio de um terapeuta, evidenciando a importância de enfrentar desafios que limitam a expressão. Com efeito, infelizmente, esse fato configura a realidade de muitos brasileiros, os quais são afetados pelo analfabetismo na terceira idade, além da exclusão social que limita suas oportunidades de aprendizagem e participação na sociedade. Sendo assim, é importante que ações sejam efetivadas para mudar esse cenário.
Sob esse viés, é relevante destacar que a exclusão educacional ao longo da vida contribui para a baixa taxa de alfabetização entre os idosos. Nesse sentido, o IBGE revelou que, em 2020, cerca de 6,6% da população idosa era analfabeta. Desse modo, observa-se que a falta de acesso à educação ao longo dos anos perpetua o analfabetismo, criando barreiras para o exercício pleno da cidadania e para a integração social dos idosos.
Outrossim, cabe ressaltar que a marginalização educacional dos idosos reforça estigmas que dificultam seu acesso ao aprendizado. Nesse sentido, o educador Paulo Freire defende que a educação deve ser um ato de liberdade, acessível a todos. Assim, ao serem excluídos, os idosos perdem não só conhecimento, mas também autonomia e dignidade, fatores essenciais para uma vida plena e ativa.
Depreende-se, portanto, que, para amenizar o analfabetismo entre os idosos, é imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, crie programas específicos de alfabetização para a terceira idade. Isso deverá ser realizado com metodologias inclusivas e capacitação de educadores para trabalhar com esse público. Dessa maneira, a alfabetização dos idosos será promovida, integrando-os mais plenamente à sociedade e fortalecendo sua participação cidadã. Com essa medida em prática, o problema da exclusão educacional dos idosos poderá ser mitigado, permitindo-lhes uma maior integração social e acesso aos seus direitos.