Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 27/08/2024

A Constituição Federal de 1988 assegura que todo cidadão brasileiro possui direito a educação básica de qualidade. Entretanto, durante a Revolução Industrial a demanda por trabalhadores cresceu e por conseguinte, crianças tiveram seus direitos violados pelo capitalismo. Hodiernamente, essa realidade é refletida com a parte da população idosa, na qual passaram sua infância longe do ensino básico e sofrem os impactos pela falta de alfabetização como exemplo, isolamento social, preconceito e dificuldade de comunicação.

Em primeira análise, é necessário observar os desafios que afastaram os idosos das salas de aula. Segundo a Biblía, livro sagrado para os cristãos, “O povo perece por falta de conhecimento”, ou seja, as pessoas que não possuem acesso a educação, são enganadas facilmente. Dessa forma, o índice de idosos caindo em golpes é alarmante, pois não possuem instruções suficientes e acabam acreditando em tudo o que veem devido ao analfabetismo funcional.

Ademais, a resistência psicológica dessa faixa etária é alta. Pois muitos se sentem intimidados ao retornar ao ambiente de aprendizado após décadas de afastamento. O seriado “Segunda Chamada”, da TV Globo, retrata a realidade de alunos de uma escola noturna para adultos, na qual os personagens mais velhos lidam com o medo de brigar ou a vergonha de serem vistos como incapazes. Com isso, evidencia-se a necessidade de metodologias pedagógicas que respeitem as particularidades dessas pessoas, assim, o processo de alfabetização será eficaz e acolhedor.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigar o analfabetismo nos idosos. Por isso, cabe ao Ministério da Educação investir nos programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), melhorando a qualidade e criando um ambiente seguro e acolhedor para essas pessoas. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde promover ações nas comunidades sobre a importância da educação em todas as idades, visando o bem estar físico e mental da população. Desse modo, será possível assegurar os direitos constitucionais e garantir uma sociedade justa e igualitária para todos.