Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 26/08/2024
Durante a República Velha, período antecessor a Era Vargas, era muito comum os jovens da época começarem a trabalhar cedo e deixar os estudos de lado, impactando diretamente em seu aprendizado. Refletindo nos dias atuais, esses jovens se tornaram idosos com dificuldades na alfabetização, devido a baixa escolaridade prévia na época e as desigualdades socioeconômicas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Estátisca e Geografia (IBGE), 6 milhões de idosos não sabem ler nem escrever. ‘‘A dificuldade que esses idosos passavam durante a sua infância justifica tal taxa de analfabetismo, visto que muitos ajudavam as famílias nos campos ou em seus trabalhos, abandonando o estudo ou nem mesmo entrando em uma escola, tendo em vista que a condição financeira das famílias era baixa, e que necessitavam de sua ajuda.’’ Aponta Diogo Nascimento, geógrafo espacial da Universidade Federal de Ouro Preto.
Em virtude, muitos idosos que buscam alfabetização tiveram pouco ou nenhum acesso à educação formal em sua juventude. Isso cria uma base limitada de habilidades e conhecimentos para a aprendizagem, dificultando o processo. 62% dos idosos tiveram acesso a educação primária, mas tiveram que abandonar por questões externas, aponta novamente o IBGE.
Considerando as problemáticas apresentadas, e visível que tais desafios vem de anos atrás, quando ainda eram jovens. Porém, ainda sim é possível alfabetizar tais pessoas da terceira idade, basta realizar treinamentos especiais para professores, criando estrategias adaptadas para cada indivíduo, focando em estratégias de ensino adequadas, compreensão das limitações físicas e cognitivas, e formas de manter a motivação e o engajamento dos alunos. Iniciativa que pode ser idealizada pelo Ministério da Educação, visando minimizar a quantidade de idosos analfabetos.