Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/08/2024

O acesso e o direito à educação são direitos humanos fundamentais que têm sido cada vez mais expandidos no Brasil, conforme a Constituição de 1988, que assegura a educação para todos. O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, diz que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Entretanto, isso nem sempre foi tratado como prioridade e, por consequência, uma grande parcela dos idosos não recebeu uma educação adequada e hoje enfrentam desafios no que tange à alfabetização, sendo necessário analisá-la juntamente com a taxa de analfabetismo por faixa etária e a evasão escolar no Brasil.

Primordialmente, é preciso analisar a taxa de analfabetismo por faixa etária, que, por sua vez, é mais alta entre a população com mais de 60 anos, com 18% dessa faixa etária considerada analfabeta, conforme divulgado em 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal fator para isso se deve ao fato de que a evasão escolar era uma prática comum no passado, quando muitas crianças e adolescentes abandonavam os estudos com o objetivo de sustentar suas famílias. Na década de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proibiu o trabalho infantil. No entanto, antes disso, muitos que já haviam abandonado os estudos não exerceram seu direito à educação e, hoje, fazem parte da parcela idosa analfabeta no Brasil.

Uma medida criada em 1996 para lidar com as consequências da evasão escolar e, consequentemente, com o analfabetismo foi a Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma forma de ensino destinada àqueles que não completaram seus estudos na idade correta. Todavia, a gestão do EJA não tem sido eficaz, enfrentando grande escassez de recursos tecnológicos, capacitação da equipe docente, infraestrutura e material didático.

Cabe ao Ministério da Educação melhorar a estrutura do EJA para assegurar o direito à educação de forma mais eficaz para aqueles que não tiveram a devida oportunidade. Ademais, é necessária uma divulgação eficiente do rograma, com o intuito de educar e incluir cada vez mais idosos em nossa sociedade.