Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/08/2024

De acordo com a Lei 14.407/22 a alfabetização plena está inclusa nos objetivos da educação básica e deve ser garantida através do Estado. Porém, observa-se que no cenário atual existem algumas barreiras que impedem o alcance desse direito, principalmente para os idosos, os problemas mais comuns estão relacionados a exclusão socal histórica e a dificuldade de adaptação dos métodos de ensino. Com isso, é necessário que o Estado trabalhe para que a população de terceira idade tenha o acesso a alfabetização que é uma ferramenta fundamental para o exercício da cidadania.

Em primeira análise, a história educacional do Brasil carrega marcas profundas de exclusão, especialmente em relação às populações mais vulneráveis, como os idosos. Grande parte dessa geração, nascida em um período de menor investimento em educação, foi privada do acesso ao ensino básico. Segundo dados do IBGE, em 2019, cerca de 18% das pessoas com 60 anos ou mais eram analfabetas. Esse índice reflete um passado de políticas públicas ineficientes e a ausência de um sistema educacional inclusivo, deixando um legado de exclusão que ainda hoje é sentido.

Em segunda análise, outro desafio importante é a adaptação dos métodos de ensino. Ademais, a alfabetização de idosos requer abordagens pedagógicas específicas, que levem em consideração suas experiências de vida, limitações físicas, e o ritmo de aprendizagem. No entanto, a falta de formação adequada para os educadores e a ausência de materiais didáticos voltados para essa faixa etária dificultam a efetividade dos programas de alfabetização, resultando em altas taxas de evasão e baixa motivação entre os alunos.

Diante desses desafios, é fundamental que o Estado invista em políticas públicas voltadas para a alfabetização de idosos, com a implementação de programas educativos inclusivos e adaptados às necessidades dessa população, através da utilização do dinheiro público destinado à educação. Além disso, é necessário combater o preconceito e promover a valorização da educação ao longo da vida, reconhecendo que o direito ao aprendizado é universal e atemporal. Dessa forma, conquista-se uma sociedade mais igualitária.