Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 27/08/2024
A alfabetização dos idosos no Brasil apresenta uma série de desafios que refletem a desigualdade histórica e as lacunas no acesso à educação. Em um país onde a educação é frequentemente considerada um direito universal, os idosos enfrentam obstáculos significativos para alcançar a literacia. Problemas como a falta de programas específicos e a resistência cultural à aprendizagem tardia dificultam a inclusão plena dessa faixa etária no processo educativo. Por isso, medidas são necessárias para mitigar tais problemáticas.
Ademais, é notório que a ausência de programas educacionais adaptados às necessidades dos idosos contribui para a perpetuação da exclusão. Filósofos como Paulo Freire defendem que a educação deve ser um ato de emancipação e transformação social, e não apenas de transmissão de conhecimento. A falta de iniciativas específicas para a alfabetização de idosos demonstra uma falha na aplicação desse princípio, pois nega a eles o direito fundamental de aprender e se desenvolver. Logo, a problemática não deverá ser mais uma questão no País.
Sob esse viés, a resistência cultural e a falta de motivação por parte de alguns idosos são desafios adicionais que devem ser superados. Repertórios socioculturais mostram que a valorização da aprendizagem ao longo da vida pode ser promovida através de campanhas de conscientização e incentivos comunitários. Dessa forma, com a atuação assertiva do corpo social, como ONGs e instituições educacionais, o problema será atenuado no Brasil. A criação de programas educativos que considerem as especificidades e o ritmo dos idosos pode facilitar sua integração no processo de alfabetização.
Em síntese, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é imprescindível que o governo, juntamente com as organizações não governamentais (ONGs) - responsáveis por promover e estruturar programas educacionais - implementem ações específicas, como a criação de cursos adaptados e campanhas de incentivo à aprendizagem para idosos. Sendo assim, se concretiza a teoria do “contrato social” de John Locke, para uma sociedade mais justa e inclusiva.