Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 26/08/2024
John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar os direitos e o bem-estar da população. Todavia, em virtude do analfabetismo entre os idosos ser uma realidade na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público não atua de modo efetivo e, pior, não exerce seu papel social conforme os ideais de John Locke. Nessa lógica, é possível analisar a falta de políticas educacionais específicas para essa faixa etária e a falta de adaptação dos métodos de ensino aos idosos como impulsionadores do problema.
De início, percebe-se que a ausência de investimentos em educação para idosos fomenta a permanência do entrave na sociedade. Nessa ótica, ao destacar a ideologia do filósofo Platão, especificamente sobre o uso da razão para combater os problemas sociais, nota-se como essa conduta não é realizada pelo governo brasileiro, sobretudo quando se trata do analfabetismo entre os idosos. Isso porque, lamentavelmente, o Estado não prioriza ações educacionais específicas para essa parcela da população.
Além disso, vale ressaltar a falta de adaptação dos métodos de ensino às necessidades dos idosos como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que muitos idosos enfrentam dificuldades para aprender em ambientes tradicionais de ensino. Segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, os indivíduos incorporam pensamentos difundidos ao longo dos anos e reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com a persistência do analfabetismo nessa faixa etária, já que a população, acostumada com a falta de iniciativas nesse sentido, permite que a problemática supracitada continue em evidência.
Urge, portanto, a adoção de medidas para combater o problema. Nesse sentido, o Ministério da Educação precisa implementar programas de alfabetização específicos para idosos, oferecendo metodologias adaptadas às suas necessidades, como aulas presenciais com materiais de fácil compreensão e uso de tecnologias acessíveis. Destarte, será possível promover a inclusão e a participação ativa dos idosos na sociedade.