Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 27/08/2024
A nação brasileira foi marcada por fortes desigualdades sociais desde o começo de sua formação como páis, principalmente se tratando de acesso a educação, que era um privilégio da elite burguesa há poucas décadas. Consequentemente, muitos indivíduos acima dos 60 anos não tiveram acesso a certos graus de ensino e muitos não conseguem nem ao menos ler e escrever. Perante essa situação, é notável que a baixa qualidade e disponibilidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a escassez de incentivo e apoio da mídia e da sociedade para a alfabetização dos idosos são os principais obstáculos para a resolução dessa problemática.
A exemplo do primeio ponto citado, pode-se citar o filme “Mãos Talentosas: A História de Ben Carson”, baseado em uma história real, em que a mãe do protagonista era analfabeta, o que a impedia de ajudar seus filhos com suas dúvidas. Assim, ela passa a ter aulas particulares com um professor universitário, para quem trabalha como faxineira, com o desejo de poder auxiliar seus meninos. Visto isso, mesmo que a narrativa se passe nos EUA em 1960, essa realidade não é muito diferente da vivenciada no Brasil atual, especialmente pela comunidade idosa, e expõe a importância de profissionais competentes para auxiliarem no ensino dos mais velhos.
Como dizia o Padre Antônio Vieira: “A boa educação é moeda de ouro, em todo lugar tem valor”. Sendo assim, independentemente da idade do indivíduo, a educação é fundamental para sua formação e vivência em sociedade. Em contrapartida, muitos ainda não se sentem motivados à buscar o EJA, visto que não existe grande incentivo por partes da população em geral. Por isso, é comum que se sintam esquecidos e abandonados, além de não possuírem, em certos casos, condições de se deslocarem por conta própria ou apoio finabceiro da família.
Observando tudo o que foi dito, urge que o Estado direcione parte dos investimentos em educação para o EJA e projetos de ensino para a comunidade acima dos 60 anos, em especial, com foco, também, em campanhas para sensibilizar a população acerca da problemática e dos impactos dela na vida dos envolvidos. Dessa forma, será possível dar os primeiros passos para melhorar a escolaridade dos mais experientes.