Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 21/08/2024
O Artigo 205 da Constituição Federal garante que a educação é direito de todos e dever do Estado, da família e da sociedade. Enquanto tal prerrogativa não se vem reverberando, com ênfase, na prática, enquanto a alfabetização de idosos, a universalização desse direito social tão importante será abandonada. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, com foco na negligência governamental e na apatia social.
A partir dessa ideia inicial, pode-se dizer que a negligência é evidenciada após a observação e comportamento de idosos brasileiros, que durante todas as suas vidas foram marginalizados em relação a esse direito constitucional. Nesse prisma, remunera-se o pensamento de Aristóteles, o qual afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. A luz dessa ideia, é visível que o Estado não cumpre seu papel prometido pela lei, pois, segundo a Fundação Perseu Abramo, 40% dos maiores de 60 anos disseram ter algum tipo de dificuldade em ler e escrever, seja pela falta de escolaridade básica ou analfabetismo. Logo, enquanto o óbice se mantiver, haverá, por conseguinte, cidadãos sem seus direitos preservados.
Outrossim, é preciso reconhecer que a negligência existe para que a apatia perpetue-se. Essa ideia ecoa com a percepção de Hannah Arendt, a qual afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Sob essa óptica, é inegável que a negligência governamental faz com que o problema seja ignorado pela população, uma vez que, segundo a constituição, a educação também é dever da família e sociedade. Dessarte, desse cenário emerge uma notória quantidade de indivíduos excluídos socialmente.
Medidas, portanto, devem ser tomadas para atenuar o cenário acerca da alfabetização de idosos no Brasil. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação a criação de projetos que visam alfabetizar idosos, com assistência da população municipal, a partir de aulas em escolas públicas, visando cidadãos com seus direitos preservados. Com tais ações, espera-se contornar essa problemática, de modo que a formação brasileira promova a inclusão e educação de cidadãos de diferentes idades.