Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/08/2024

No livro “Alfabetização e EJA: Educação de Jovens e Adultos e a Formação de Leitores”, é notável a preocupação com as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos idosos na busca pela alfabetização. Nesse sentido, em virtude das limitações socioeconômicas e das barreiras físicas e psicológicas, surge um complexo problema na contemporaneidade.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a influência das condições socioeconômicas na alfabetização dos idosos. No entanto, muitos deles são vítimas de um ciclo de pobreza e exclusão social que os priva de oportunidades educacionais. No entanto, cresceram em um contexto de precariedade, especialmente nas áreas rurais e menos desenvolvidas do país, onde a oferta de ensino era limitada e de baixa qualidade. Como resultado, foram forçados a abandonarem a escola prematuramente para trabalhar e ajudar no sustento da família, perpetuando, assim um ciclo de baixa escolaridade que se refletiu em suas condições de vida.

Ademais, é importante salientar as limitações físicas e psicológicas que afetam o processo de alfabetização dos idosos. Segundo o documentário “Envelhescência”, o envelhecimento natural do corpo traz consigo desafios como a perda da acuidade visual, dificuldades auditivas e problemas de mobilidade, que, somados ao medo de fracassar e à baixa autoestima, tornam o processo de aprendizagem mais lento e desafiador. Além disso, muitos programas de alfabetização não estão adequadamente adaptados para lidar com essas necessidades, o que acaba desmotivando os idosos e, em muitos casos, levando-os a desistir da educação.

Portanto, a fim de mudar esse cenário, cabe ao governo em parceria com os municípios, investirem na criação e promoção de programas de alfabetização especificamente adaptados para idosos, com materiais pedagógicos adequados e suporte psicossocial contínuo, sendo gratuitos e amplamente acessíveis. Ao Ministério da Educação criar métodologias de capacitação aos educadores para poderem lidar de maneira eficaz com as limitações físicas e psicológicas dos idosos. Com isso, a partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil mais inclusivo e equitativo.