Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 27/08/2024
O filme “Um Senhor Estagiário” retrata a história de Ben Whittaker, um aposentado de 70 anos que se torna estagiário em um site de moda e logo enfrenta problemas com as novas tecnologias, além de ser subestimado por seus colegas de trabalho. Este enredo ilustra bem a problemática da educação e da integração de idosos no mercado de trabalho, destacando a importância de uma formação inclusiva que permita a todas as idades a adaptação às novas demandas do mundo contemporâneo. Destarte, é imperioso desta a negligência como propagadora do problema.
Sob essa perspectiva, é de fundamental importância avaliar falha educacional como perpetuadora do impasse abordado. Acerca disso, de acordo com o filósofo Paulo Freire, o sistema educacional brasileiro é majoritariamente bancário, isto é, pouco encoraja o pensamento indagador. Dessa maneira, depreende-se a falta de alfabetização de idosos deriva de um sistema educacional extremamente conteudista e negligente quanto à solidificação de um raciocínio analítico, de forma a potencializar a continuidade desse ato nocivo. Logo, é inaceitável que a educação, um direito fundamental e de grande impacto para o desenvolvimento social e econômico, seja negligenciada no Brasil.
Por conseguinte, outro fator que contribui para a problemática é a negligência familiar, ressaltando que a idade avançada exige do suporte emocional da família. Sendo importante o encorajamento dos parentes e auxílio na procura da educação, evitando uma pressão interna.
Em vista dos fatores elencados acima, é notório os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil. Contudo, é fundamental que haja uma colaboração entre o Estado e o Ministério da Educação, por meio de uma reforma que não apenas valorize a diversidade etária, mas também implemente práticas e estratégias educacionais que sejam inclusivas. Diante disso, aplicando o desenvolvimento de programas de educação continuada adaptados às necessidades dos idosos, assim reavaliando as suas estratégias e práticas para garantir que a inclusão não seja apenas um princípio constitucional.