Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 27/08/2024
O problema da alfabetização dos idosos no Brasil é crônico. De acordo com dados do IBGE, “em 2022, havia, no país, 163 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade, das quais 151,5 milhões sabiam ler e escrever um bilhete simples e 11,4 milhões não sabiam. Ou seja, a taxa de alfabetização foi 93,0% em 2022 e a taxa de analfabetismo foi 7,0% deste contingente populacional.” Em uma típica família brasileira os avós estudaram apenas o ensino fundamental básico, pois quando eram jovens geralmente não iam à escola, porque precisavam trabalhar auxiliando o pai na roça ou a mãe nas tarefas domésticas, cuidando dos irmãos menores.
Dentre os desafios relacionados à alfabetização dos idosos, podemos citar:
(1) desigualdade social, que fez com que idosos, quando em idade escolar, tivessem dificil acesso a aprendizagem, limitando a oportunidade de uma boa educação.
(2) idosos que moram ou moravam em regiões rurais, dificultando o acesso a educação superior. Mesmo para a educação básica, a distância da escola faz com que alguns desistam de estudar, considerando o tempo e custo de locomoção.
(3) doenças relacionadas a idade, dificuldades físicas e problemas de saúde, como problemas de visão e audição, podem acabar afetando a capacidade de aprender e a frequência às aulas, influindo diretamente nos resultados do aprendizado.
(4) resistência cultural ou a falta de confiança na educação formal pode ser um obstáculo, além de que muitos idosos não entendem a relevância de se alfabetizar.
(5) dificuldade de uso de eletrônicos: muitos idosos ainda enfrentam dificuldades com ferramentas digitais, limitando sua participação no uso de plataformas online.
Para o enfrentamento desses problemas existem programas como a EJA adaptados para essa faixa etária, cursos de inclusão digital e plataformas online que facilitam o acesso à tecnologia. Algumas universidades da terceira idade oferecem educação que valoriza a experiência de vida, e outras iniciativas integram alfabetização com saúde e bem-estar. Sempre é bom contar também com grupos de apoio e centros de convivência por que ajudam a criar um ambiente de aprendizado acolhedor e motivador.