Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/08/2024

De acordo com o Estatuto do Idoso, criado em 2003, os idosos tem a garantia de vários direitos fundamentais, sendo um dos principais entre eles, o direito a educação. Na teoria, a validação desse e de demais benefícios é de extrema eficácia, visto que garantem o vital para a convivência em sociedade, mas infelizmente, na realidade existem muitos desafios relacionados a alfabetização dos mesmos, tal como o idadismo e a falta de profissionais capacitados.

Primeiramente, o filme “Um senhor estagiário”, disponível na netflix, conta a história de Ben, um idoso de 70 anos que começa a estagiar em uma empresa de moda. No início, ele enfrenta preconceito por ser idoso, sendo designado somente para tarefas mais facéis, mas logo percebendo a sabedoria, inteligência e dedicação que Ben demonstrava, foi ganhando a amizade e respeito dos demais funcionários e principalmente de sua chefe, de quem virou grande amigo. Paralelamente, no Brasil atual, muitos da terceira idade não conseguem facilmente se inserir no meio educacional pelo preconceito gerado por sua idade. Eles são muitas vezes vistos como incapazes e um fardo para a população, o que é uma inverdade que dificulta o acesso a alfabetização.

Ademais, Paulo Freire, grande educador brasileiro, diz que “O professor necessita promover e possibilitar em sua prática docente posturas, saberes e fazeres inclusivos”. Significando que o sistema educacional e as escolas precisam se adaptar e estar prontas para oferecer a melhor educação possível a todas as pessoas. E que as instituições e profissionais precisam ser instigados e incentivados a se informar sobre o assunto e tornar esses locais, propícios para que os idosos aprendam.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação a âmbito nacional -, através de campanhas de conscientização e o oferecimento de cursos especializantes para profissionais da educação, faça saber a todos os malefícios causados pelo idadismo e a importância da capacitação de profissionais e boas estruturas nas escolas, a fim de que o preconceito com os idosos e a falta de condições propícias para o ensino cheguem ao fim.