Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 27/08/2024
A educação formal no Brasil possui seu início a partir de 1808, com a criação das primeiras instituições culturais e científicas. Nesse período, o acesso a esse dever era restrito a apenas uma pequena parcela da população, a elite. Mesmo após 216 anos, ainda existem marcas evidentes desse período no letramento de pessoas com idade mais avançada. Isso se dá devido a exclusão educacional e a falta de inclusão digital.
Nesse cenário, ressalta-se de início, que a exclusão educacional é um fator do problema. O filme “Pro dia nascer feliz” apresenta a realidade das escolas brasileiras, bem como a desigualdade e a falta de infraestrutura. Fora da ficção, é evidente essa realidade onde pessoas acabam deixando de frequentar as escolas devido a falta de escolarização adequada. Tal fator influencia diretamente na implementação de ambientes para o letramento de idosos, pois o Brasil ainda carece de políticas para a melhora do ensino básico, se mostrando despreparado para a efetivação da implementação de alunos mais velhos.
Outrossim, convém destacar a exclusão digital, onde idosos não possuem o ensinamento de como utilizar as ferramentas digitais de forma adequada e educativa, se tornando vulneráveis a pessoas de má fé. Diante disso, tem-se que 70% das vítimas de golpes dados na internet são idosos, de acordo com a “Revista ESPACIOS”. Esse é um dos fatores para o aumento do estigma direcionado aos idosos, acreditando na incapacidade dessas pessoas de aprenderem coisas novas.
Portanto, conclui-se que medidas precisam ser tomadas. Para isso, faz-se necessário que o Governo Estadual, orgão com a função de zelar pelo povo, invista de forma efetiva na infraestrutura das escolas brasileiras, bem como na formação de profissionais especializados no ensino de pessoas idosas, possibilitando assim sua implementação no ambiente escolar. Agindo dessa forma, a realidade excludente e discriminatória presente no filme “Pro dia nascer feliz” figurará, tão somente, nas telas dos cinemas e não mais na sociedade brasileira.