Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/08/2024

O filme “Mussum, o Filmis” (2023) é um documentário que conta a história de Mussum, um dos humoristas mais queridos do Brasil e membro dos “Trapalhões”. Veio de uma origem humilde e enfrentou muitos desafios, incluindo o acesso limitado à educação formal, algo que era comum na época e que ainda afeta muitos idosos hoje. Todavia, a alfabetização dos idosos vem sendo um grande desafio no Brasil. Isso ocorre pela resistência e vergonha dos próprios idosos e um histórico de desigualdade educacional.

Em primeira análise, muitos idosos analfabetos, ou que não terminaram os estudos, tendem a sentir vergonha de aprender perto de outras pessoas mais novas e acreditarem que é “tarde demais” para aprender. Os idosos muitas vezes sentem desconfortáveis pelos olhares dos estudantes. Segundo os dados da Câmara, mais de 60% dos idosos no Brasil são analfabetos ou têm baixa escolaridade. Neste contexto, o estudo tardio vem sendo uma situação crítica para alguma pessoas mais velhas, mas, existem muitas soluções para ajudar os cidadãos.

Diante deste cenário, muitos idosos de hoje cresceram em um contexto em que o acesso à educação era limitado, especialmente em regiões mais pobres e áreas rurais. Isso resulta em uma alta taxa de analfabetismo entre a população idosos. Estudos mostram que o analfabetismo entre idosos está fortemente associado à pobreza. Segundo o IBGE, pessoas idosas que são analfabetas têm maior probabilidade de viver em condições de pobreza e dependem mais de benefícios sociais. Neste contexto, em algumas regiões, as pessoas não tiveram escolas próximas onde moravam, assim, não tendo o conhecimento.

Portanto e fulcral a necessidade de providências para combater a persistência do imbróglio. Por isso, é essencial que o governo e a sociedade civil unam esforços em políticas públicas contínuas e eficazes, que contemplem as necessidades específicas dessa faixa etária. Além disso, é crucial promover a conscientização sobre a importância da alfabetização para a inclusão sociall e a melhoria da qualidade de vida dos idosos, combatendo preconceitos e incentivando o aprendizado ao longo de toda a vida.