Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 26/08/2024

“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. A declaração realizada pelo escritor e filósofo inglês Aldous Huxley, ao ser analisada sob a atual conjuntura do país, nos permite refletir sobre como a alfabetização dos idosos está sendo negligenciada no tecido social brasileiro, pois está afetando a vida de muitas pessoas. Nesse sentido, fatores como a falta de políticas públicas eficazes e o preconceito geracional não podem ser desprezados, visto que esses são os principais elementos relacionados com a problemática.A Constituição promulgada em 1988, apelidada “Constituição Cidadã”, ampliou os limites tradicionais da democracia brasileira ao estender o direito à educação para toda a população. Todavia, é importante salientar que tal prerrogativa não está sendo totalmente garantida, tendo em vista que a ausência de programas específicos para idosos dificulta o acesso à alfabetização nessa faixa etária. Portanto, é inadmissível que, em um país onde se paga uma das maiores taxas de tributos do mundo, o Estado não garanta políticas públicas capazes de reduzir ou corrigir essa situação.Somado a isso, vale ressaltar que o preconceito geracional é outro elemento que intensifica a exclusão dos idosos do processo educacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo entre pessoas acima de 60 anos é significativamente maior em comparação a outras faixas etárias. Isso nos mostra que a população brasileira está diante de uma situação extremamente delicada e é por essa razão que ações precisam ser tomadas para que todos possam viver com mais harmonia e com todos os seus direitos garantidos.Desse modo, é importante que o Estado tome providências para alterar o quadro atual. Para garantir a inclusão educacional dos idosos, urge que o Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais e municipais, desenvolva programas de alfabetização específicos para essa faixa etária, utilizando metodologias adequadas às suas necessidades. Assim, será possível melhorar a realidade da sociedade brasileira, proporcionando aos idosos o direito pleno à educação e, consequentemente, uma maior inclusão social.