Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 27/08/2024

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, “nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”. A partir dessa máxima, contextualiza-se a necessidade de não negligenciar os Desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil , visto que, no raciocínio do autor, as questões precisam ser discutidas com o objetivo de buscar soluções. Sendo assim, torna-se imprescindível analisar as causas e consequências do tema, considerando a baixa escolaridade histórica e as dificuldades cognitivas e de memória, visando lidar com essa nefasta realidade.

Deve-se pontuar, de início, que a baixa escolaridade histórica está relacionada com a problemática da alfabetização dos idosos. Nessa lógica, fundamenta-se a perspectiva do sociólogo Pierre Bourdieu, dado que, a falta de acesso à educação ao longo da vida cria um acúmulo de desvantagens culturais e sociais, resultando em uma desvantagem na capacidade de aprender na idade avançada. Assim, a baixa escolaridade histórica não apenas dificulta a alfabetização na terceira idade, mas também evidencia uma lacuna na aplicação de políticas educacionais que poderiam reverter essas desigualdades.

Por conseguinte, as dificuldades cognitivas e de memória destacam o desafio da alfabetização de idosos. Segundo o neurocientista John Sweller, a aprendizagem é profundamente afetada pela capacidade de processamento cognitivo e memória de trabalho, e essas funções diminuem com a idade, dificultando a aquisição e retenção de novas informações pelos idosos. Assim, as dificuldades cognitivas e de memória tornam a alfabetização dos idosos ainda mais desafiadora e mostram a necessidade urgente de métodos de ensino adaptados.

Portanto, conforme o raciocínio de Bauman, a problemática necessita ser discutida e solucionada. Logo, o governo, responsável pela criação e implementação de políticas públicas, deve criar programas de ensino adaptados para enfrentar essas limitações. Isso inclui o desenvolvimento de metodologias e materiais didáticos específicos, que levem em consideração as necessidades cognitivas dos idosos e proporcionem um ambiente de aprendizagem mais acessível.