Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 23/08/2024

A alfabetização dos idosos no Brasil reflete as desigualdades educacionais históricas do país. Paulo Freire, renomado educador, afirmava que a educação é um ato de transformação social, o que se relaciona com a inclusão dos idosos através da alfabetização. Dois fatores que dificultam esse processo são a falta de políticas públicas eficazes e a ausência de programas de incentivo contínuo para essa população. Assim, o desafio de alfabetizar os idosos se torna uma questão urgente para a promoção da cidadania plena.

Em primeiro lugar, a ausência de políticas públicas adequadas prejudica a alfabetização de idosos. Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 60 anos era de 18,6% em 2019, evidenciando a carência de investimentos governamentais para essa faixa etária. Com base na teoria de Bourdieu, a educação perpetua desigualdades quando não é acessível a todos. Dessa forma, a falta de ações governamentais voltadas para a educação de idosos exclui muitos deles da sociedade.

Além disso, a escassez de programas de incentivo contínuo à educação de idosos agrava o problema. A PNAD de 2021 revela que apenas 5% dos idosos brasileiros frequentam cursos de alfabetização, o que indica o baixo estímulo recebido por essa população. Para Freire, a educação deve ser libertadora; entretanto, a falta de incentivo social e familiar, além das barreiras psicológicas, dificulta o acesso dos idosos ao aprendizado.

Portanto, a alfabetização de idosos no Brasil demanda medidas urgentes. É essencial que o governo implemente políticas públicas inclusivas e crie programas de incentivo permanente. Ao mesmo tempo, a sociedade precisa valorizar o aprendizado na terceira idade. Somente através de esforços coletivos será possível garantir o direito à educação para todos os cidadãos, assegurando a eles plena participação social. Como dizia Paulo Freire, “sem a educação, a sociedade não muda”.