Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 26/08/2024
Na obra “Utopia”, escrita pelo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas, revelando a harmonia coletiva. Entretanto, no contexto atual a alfabetização dos idosos representa um grave problema, tendo em vista que sofrem com a negligência dos estudos. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para combater não apenas a omissão estatal que impede o desenvolvimento dos idosos, mas também o egoísmo humano que os reprimem.
Diante desse contexto, foi sancionado em 2003 o Estatuto da Pessoa Idosa, que procura assegurar os direitos daqueles com idade superior a 60 anos, garantindo o acesso a saúde, educação e lazer. Desse modo, o governo tem o papel de tornar a assistência aos mais velhos uma realidade dentro do país, o que não ocorre na prática, visto que os idosos estão distantes de vivenciarem de fato os benefícios previsto no Estatuto. Assim, a omissão do Estado reforça a desiguldade entre os integrantes de uma mesma sociedade, tornando-se claro a dificuldade da integração das pessoas mais velhas, principalmente no âmbito escolar.
Ademais, na obra “Raízes do Brasil”, escrita por Sérgio Buarque em 1936, retrata a ideia de que o brasileiro é incapaz de pensar no coletivo, tornando-se um ser completamente egoísta. Dessa maneira, o egoísmo humano impede a inclusão da alfabetização dos estudantes idosos e promove a maior desigualdade entre eles. Assim, a maldade humana faz com que os idosos se envergonhem ao admitir o próprio analfabetismo, e se excluirem do convívio familiar e social, por medo de julgamentos e falta de apoio da comunidade em que vivem.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para estimular a alfabetização dos idosos no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Educação - responsável pelo ensino de qualidade do país - deve direcionar a elaboração de novos programas de estudos para pessoas mais velhas, com a intenção de deixá-las mais confortáveis dentro do cenário escolar, por meio da criação de novas políticas públicas que resultam na legitimidade estatal. Essa iniciativa terá a finalidade de romper a inércia do Estado e garantir os direitos dos idosos.