Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 23/08/2024

O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana dos idosos no Brasil, visto que muitos enfrentam dificuldades significativas para se alfabetizarem. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à ausência de políticas públicas eficazes, mas também ao preconceito etário, diante desse quadro alarmante.

Diante desse cenário, a ausência de ações governamentais atua como promotora do problema. De acordo com o filósofo italiano Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para manter no poder, os governantes devem operar em busca do bem universal. No entanto, percebe-se que, no território nacional, a recorrência de obstáculos que atrapalham o desenvolvimento da alfabetização dos idosos é evidente, já que o estado, mesmo sendo responsável por promover instrução aos seus cidadãos, não cumpre o seu devido papel. Desse modo, é inadmissível que tal situação se perpetue, pois traz consequências gravíssimas, como o aumento da exclusão social e da vulnerabilidade dessa população

Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito etário como promotor do problema. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo entre idosos é significativamente maior nas regiões Norte e Nordeste do país. Partindo desse pressuposto, a falta de oportunidades educacionais e o estigma associado à idade avançada dificultam ainda mais a inclusão dos idosos em programas de alfabetização. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito etário contribui para a perpetuação desse quadro deletério

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o analfabetismo entre os idosos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em programas de alfabetização específicos para idosos, através de parcerias com ONGs e instituições de ensino. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo