Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 26/08/2024
É indescutível que a alfabetização é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal de 1988, mas muitos idosos no Brasil ainda não têm esse direito plenamente assegurado. De acordo com o IBGE, mais de 11 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais são analfabetos, evidenciando um problema significativo. É crucial abordar os desafios desse processo, incluindo a ausência de políticas públicas apropriadas e a necessidade de métodos de ensino adaptados para essa faixa etária.
Diante desse cenário, cabe ressaltar que um dos principais desafios para a alfabetização dos idosos no Brasil é a falta de políticas públicas eficazes. De acordo com Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele". Sob tal perspectiva, no Brasil, programas como o EJA não possuem estrutura adequada, carecendo de materiais didáticos apropriados e professores capacitados para lidar com as limitações dos idosos, como problemas de visão, audição e memória. Além disso, muitos idosos residem em áreas rurais ou periféricas, onde há escassez de oferta educacional e dificuldades de acesso devido à limitação de transporte.
Ademais, a alfabetização dos idosos é dificultada por barreiras psicológicas e emocionais, resultantes de traumas e frustrações do passado, que geram insegurança e vergonha, desmotivando-os a estudar. Nesse sentido, segundo os dados da PNAD, revelam que 8,8 milhões de brasileiros com idades entre 18 e 29 anos não completaram o ensino médio e não estão matriculados em nenhuma instituição de educação básica. Partindo desse pressuposto, percebe-se também a falta de familiaridade com tecnologias, essenciais nos recursos educacionais atuais. Dessa forma, a inclusão digital deve ser integrada ao processo de alfabetização, para facilitar o acesso e aprendizado dos idosos.
Portanto, para enfrentar os desafios da alfabetização dos idosos, é necessário que o governo, com apoio da sociedade e da iniciativa privada, desenvolva políticas públicas específicas capacitar educadores, utilizando tecnologias assistivas e expandindo os programas de alfabetização. Para que assim promova a alfabetização dos idosos, mas não só por justiça social, mas também para assegurar a dignidade e a autonomia dessa parcela significativa da população.