Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 25/08/2024

A Constituição Federal de 1988, princípio de ordem jurídica do país, assegura os direitos e o bem-estar dos cidadãos. De maneira contraditória, percebe-se que a atual realidade brasileira caracteriza-se com um empecilho no que diz respeito à garantia desses direitos fora do plano teórico. Sob o olhar dos desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil, emergem dois principais obstáculos: A falta de capacitação de educadores que trabalhem com idosos e a resistência psicológica ao processo de aprendizagem. Portanto, é essencial abordar essas questões para assegurar um funcionamento efetivo e justo da sociedade.

Em primazia, deve-se ressaltar que a falta de capacitação de educadores que trabalhem com idosos é um dos principais fatores que contribuem para a analfabetização da terceira idade no Brasil. Dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciam que a taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais é de 18%. Embora essa taxa tenha diminuído em relação aos anos anteriores, ela continua sendo alarmante, considerando que a ausência de formação especializada limita a efetividade de programas e metodologias de ensino relacionadas diretamente às necessidades dos idosos.

Ademais, a resistência psicológica ao processo de aprendizagem contribui também para a mazela. Essa resistência é decorrente de valores e crenças culturais que desvalorizam a educação na velhice, baseando-se no discurso de que aprender é uma atividade exclusiva dos mais jovens. Outrossim, preconceitos e estigmas sociais que subestimam os idosos e suas habilidades, também influenciam a decisão de não buscar os direitos de educação e aprendizagem que lhe são conferidos.

Logo, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Governo Federal, cuja principal função é assegurar os direitos civis, deve dispor de recursos que visem a formação de profissionais especializados na educação sênior através de cursos e workshops, a fim de reduzir a taxa de analfabetismo entre os idosos no Brasil. Além disso, é fundamental promover campanhas de conscientização sobre a importância do apoio emocional para os idosos, incentivando-os a participar do processo de aprendizagem.