Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil

Enviada em 25/08/2024

Na teoria contratualista, o filósofo Thomas Hobbes afirma que o desequilíbrio social, acontece na ausência de medidas rígidas. Certamente, essa teoria assemelha-se aos desafios com a alfabetização de idosos no Brasil, haja vista de que a falta de providências para esse problema promove a formação de uma mazela social. Dessa forma, atuam ao agravar o caso não só a negligência estatal, mas também a governamental. Diante disso, tais fatores espelham uma complexidade no país.

Nesse cenário, a negligência estatal corrobora um cenário problemático. Por isso, é importante mencionar o escritor Gilberto Dimenstein ao afirmar que, embora o Brasil possua um sólido aparato legislativo, ele limita-se ao plano teórico. Outrossim, confirma-se o que o escritor afirmou, no fato de que o país enfrenta desafios na implementação de políticas públicas que realmente atendam às necessidades dessa população de idosos, dado que, de acordo com levantamentos do Sesc São Paulo, 40% dos idosos tem dificuldade a escrever, pela falta de escolaridade básica. Então, providências são extremamente necessárias.

Dessarte, a negligência governamental colabora para uma problemática no país. Nesse contexto, é válido ressaltar a pensadora Djamila Ribeiro que diz que é preciso tirar as situações da invisibilidade para que sejam encontradas e resolvidas. Contudo, a mídia, sociedade e governo raramente dão destaque e tentam subestimar a alfabetização na terceira idade, afetando até mesmo aqueles que não foram alfabetizados ao longo da vida, e de acordo com a pesquisadora Vilma Bokany, 14% de pessoas da terceira idade nunca foram a escola. Por isso, mudanças sociais são importantes.

Diante desse panorama, para que os idosos consigam ser alfabetizados e terem a atenção que merecem, é inequívoca a adoção de medidas. Nesse viés, cabe ao governo federal, órgão responsável pela política nacional, atuar alinhado ao Estado, para que a vida dessas pessoas seja levada em conta. Esses princípios se aplicam por meio de iniciativas às necessidades dos idosos, cobertura jornalística para essa questão e debates públicos sobre o tema. Somente assim, os idosos poderão ser inclusos na sociedade de forma ativa, melhorando a qualidade de vida de todos.