Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 17/08/2024
De acordo com o Artigo 6º da Constituição de 1988, todos os cidadãos tem direito a educação. Entretanto esse direito legal não é plenamente cumprido, visto que muitos brasileiros chegam à terceira idade sem ser alfabetizados. Diante dessa problemática, fica claro como a falta de profissionais especializados e a desigualdade social agravam essa situação.
Em primeira análise, é importante destacar a importância de profissionais especializados em alfabetizar idosos, tendo em vista que esses tem mais dificuldade de aprendizagem e precisam de mais tempo e paciência. Segundo o educador e filósofo Paulo Freire, na obra “Pedagogia do Oprimido”, a escola deve levar em consideração a realidade social do estudante e não ficar somente designada a conteúdos teóricos e descontextualizados. Porém, o ensino nas escolas acaba sendo engessado, o que dificulta a aprendizagem de pessoas mais velhas que precisam ter interesse em ler e escrever, a fim de que eles não desistam desse processo.
Outrossim, segundo o IBGE, o número de idosos no Brasil cresceu 57,4% em 12 anos. Nesse viés o histórico cultural de desigualdade contribui para a problemática, sendo o Brasil um dos países mais desiguais do mundo. Portanto, a desigualdade social coopera para um desinteresse da população e maior desvalorização da educação para a terceira idade em áreas menos desenvolvidas do país.
Infere-se, portanto, que o Estado deve agir de forma responsável para atenuar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação investir no aumento da amplitude educacional de adultos, à partir da criação de instituições especializadas e adaptadas para receber o público longevo, junto da capacitação de profissionais direcionados exclusivamente ao ensino de idosos. Dessa forma, os índices de alfabetização cairão de forma homogênea em todo o território nacional. Por consequência, garantirá mais qualidade de vida para a população.