Os desafios relacionados à alfabetização dos idosos no Brasil
Enviada em 23/10/2024
Em “A República”, diálogo socrático escrito por Platão, o filósofo grego idealizou uma sociedade livre de problemas, sobretudo devido ao esforço coletivo para superar todos os impasses. No entanto, a alfabetização dos idosos enfrenta desafios no Brasil, devido à ineficiência governamental e ao abismo social. Desse modo, é imprescindível intervir e refletir sobre tais mazelas sociais.
Primeiramente, cabe analisar a ineficácia governamental como causadora dessa problemática. Em seu livro Cidadão de Papel, o renomado escritor Gilberto Dimenstein discorre sobre o fato de que muitos direitos são restritos ao papel, não se concretizando na prática. De maneira análoga, essa obra pode ser aplicada ao Brasil atual, devido à má gestão das políticas públicas na educação – o que faz com que muitos jovens não frequentem escolas. Logo, conclui-se que as autoridades públicas devem criar medidas efetivas para combater o analfabetismo.
Além disso, o abismo social potencializa esse revés. Conforme o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, algumas instituições deixaram de exercer sua função, operando como “zumbis”. Sob essa ótica, a crítica de Bauman pode ser associada ao distanciamento da sociedade, que, embora seja responsável pela formação social, negligencia as camadas mais pobres – o que impossibilita o acesso à educação básica. Isso, por conseguinte, gera uma má formação social, que resulta em idosos analfabetos.
Portanto, medidas são necessárias para encerrar o analfabetismo entre os idosos. Cabe ao Governo Federal – agente responsável pelo bem-estar da população – promover campanhas, por meio de plataformas digitais, com o intuito de diminuir o número de analfabetos. Além disso, o Ministério da Educação, por meio do EJA (Educação de Jovens e Adultos), deve integrar suas ações em todas as regiões do país. Somente assim, os direitos idealizados por Platão serão devidamente aplicados na prática.