Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 18/09/2019
“Você tem fome de quê?”
Segurança alimentar consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades. No Brasil, programas governamentais, como o Fome Zero, contribuíram com a redução dos índices de subnutrição ao longo da década de 2000, paradoxalmente, a preocupação atual diz respeito ao outro problema: o aumento da proporção de obesos na população brasileira. A alimentação inadequada gera prejuízos individuais, por ser fator de risco para doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer, bem como de cunho socioeconômico, devido à sobrecarga dos serviços de saúde. Nesse sentido, é imperativo sanar esse inconveniente e promover a saúde da população.
A princípio, é indiscutível que o modo de vida atual expõe boa parte das pessoas a rotinas atribuladas, por conseguinte, a alimentação é feita quase sempre às pressas. Em agravante, na atualidade, os sistemas alimentares facilitaram o acesso a comida ultra processada, altamente calórica, e com altos teores de gordura, açúcar e sal, ademais, o consumo desses itens é crescente, pois também são considerados mais práticos, baratos e saborosos que ingredientes saudáveis, os quais podem ser caros e exigir preparos que tomam tempo. Em suma, fica evidente a necessidade de adequações no modo de alimentação atual para simplificá-lo sem comprometer sua qualidade e segurança.
Em segundo lugar, a obesidade, assim doenças causadas em sua decorrência, ocasionam a perda de qualidade de vida, a medida em que dificultam a realização de tarefas e exigem tratamentos permanentes. Outrossim, os impactos no sistema de saúde também são uma questão delicada, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o impacto global da obesidade corresponde a cerca de 2,8% do PIB mundial. O Sistema Único de Saúde, no Brasil, é responsável por suprir a demanda ligada às condições como hipertensão, diabetes, câncer, obesidade, entre outra, portanto é imprescindível antecipar o seu combate por via preventiva, com a mudança de hábitos alimentares.
Em síntese, é urgente a tomada de medidas atenuantes ao entrave nutricional no país. Cabe ao Ministério da Saúde, com propósito de garantir a segurança alimentar, promover a veiculação de campanhas midiáticas que informem ao público em geral sobre princípios de uma alimentação equilibrada, por meio de postagens em redes sociais, por exemplo, que ensinem a ler informações nutricionais em rótulos e a preparar receitas simples com alimentos nutritivos e econômicos. Assim sendo, ao tratar o tema como questão social e de saúde se oferecerá mais qualidade de vida a todos.