Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 23/09/2019

Em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a Constituição brasileira devido à recente redemocratização que ocorreu no país. Com um caráter social e de inclusão, apresentou uma série de prerrogativas fundamentais, entre elas, o direto à saúde, segurança e ao bem-estar social. No entanto, quando se observa os desafios relacionadas à alimentação no Brasil, percebe-se que esses direitos não saíram do papel. Nesse sentido, esse cenário antagônico e fruto tanto da gestão ineficiente, quanto do baixo valor nutritivo dos alimentos consumidos. Inicialmente, destaca-se a falta de políticas públicas como um dos principais motivadores para essa questão no país. Com a Revolução Verde, processo tecnológico de mecanização do campo, a produção de alimentos tornou-se maior que a necessária para alimentar toda a população mundial. Entretanto, mesmo com todos os avanços produtivos, a fome ainda atinge cerca de 5% dos brasileiros, o que revela a gestão ineficiente dos recursos e a má distribuição alimentar, devido à falta de administração e de fiscalização pública. É, portanto, inaceitável que, em um país com alta carga tributária, o Estado não seja capaz de promover o acesso à alimentação e, consequentemente, ao bem-estar social. Além disso, vale ressaltar que essa situação é corrobora pela ingestão de alimentos pobres nutricionalmente. No documentário “Super Size Me”, produção americana que mostra os perigos da alimentação não saudável, o produtor Morgan Spurlock mostra os malefícios ocasionados por uma dieta baseada em “fast foods”. Analogamente, essa situação, emborra prejudicial, e vista no Brasil atual, uma vez que a rotina dos grandes centros propicia refeições rápidas em detrimento da nutrição adequada, o que expõe um problema de saúde pública que deve ser vencido com informação. Desse modo, as implicações de uma população desinformada no âmbito nutricional são visíveis. É evidente, pois, que a luta contra essa questão revela entraves a serem superados. Assim, o Governo Federal - a partir de uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde e da Agricultura -deve promover a distribuição alimentar, por meio de parcerias público privadas com produtores agrícolas nas áreas mais afetadas pela fome, bem como a difusão da alimentação saudável, por intermédio de campanhas educativas nas mídias digitais, com a participação de influenciadores da área, que discutam de forma clara e objetiva opções de dietas saudáveis, rápidas e com preço baixo. Espera-se, com isso, mitigar os efeitos da fome, melhorar a distribuição de alimentos e tornar a população mais saudável e consciente da questão nutritiva.