Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 19/10/2019

A revolução técnico-científica-informacional transformou a forma com que o ser humano lida com suas necessidades impondo a inovações no cotidiano da humanidade. Além disso, somado aos avanços da mecanização do campo, a produtividade dos alimentos progrediu ao ponto de se produzir o necessário para eliminar a fome em todas as nações. No que tange a atmosfera brasileira, observa-se que semelhante ao aumento da produção mundial de comida, os desafios relacionados a alimentação se concretizam. Sob esse prisma, a problemática se perpetua não só por motivos de descaso do Estado, mas também por fatores de um sistema capitalista.

Primeiramente, é importante destacar que o desinteresse dos governos em relação à temática favorece a existência da desnutrição de parte dos brasileiros. A esse respeito, segundo o Doutor Psiquiatra Pedro calabrez, a empatia não é apenas colocar-se no lugar do outro, mas proporcionar a ajuda e a oportunidade de mudança. Nesse sentido, percebe-se que muitas autoridades políticas encontram-se fora da definição do doutor, uma vez que por não investirem na ampliação da alimentação a quem necessita, contribuem para uma sociedade na qual a dignidade é violada. A exemplo disso, conforme dados do jornal G1, ocorrem no Brasil 150 mil casos de subnutrição por anos. Desse modo, é incoerente que a negligência por parte do Estado dê lugar a fome no Brasil-pais de oitava economia mundial-.

Outrossim, é válido ressaltar que o sistema capitalista influencia diretamente a questão dos desafios da alimentação. Sob esse viés, surgiu em 1986, a partir de uma organização não governamental, o movimento “slow food”, que tem como objetivo oferecer um alimento bom, limpo e justo. Nesse contexto, porém contra a linha do movimento, nota-se que o mundo capitalista contribui para um consumo exagerado de alimentos - que resulta na obsidade em países mais ricos- e desigual - que gera a má nutrição pela falta de acesso ou de renda em países pobres-. Dessa maneira, enquanto a alimentação for sustentada pelos pilares do lucro, a humanidade conviverá com o paradoxo da fartura e da miséria.

Fica claro, portanto, que os desafios da alimentação precisam ser solucionados. Para reverter esse cenário, o Governo Federal deve promover o desenvolvimento de bolsas alimentares para pessoas sem condições, por meio da criação de restaurantes populares em regiões de subnutrição. Isso pode ocorrer com a realização de projetos que utilizem as terras improdutivas para produzir alimentos, de modo que o estado dê o suporte técnico e científico da produção- igualmente as revoluções da tecnologia- com a finalidade de criar oportunidades de empregos e aumentar a distribuição dos alimentos produzidos.