Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 03/04/2020

De acordo com o documentário americano “What the Health”, lançado na Netflix em 2017, dois terços da população americana estão com sobrepeso. Apesar de consistir em um problema estrangeiro, podemos observá-lo, também, no Brasil, visto que segundo o Ministério da Saúde, cerca de 54% da população brasileira está com sobrepeso. Sendo assim, a promoção da educação alimentar e nutricional é responsabilidade do governo, já que embora seja relevante na qualidade de vida e na saúde, a alimentação é tratada com descaso por parte de brasileiros.

Em primeiro lugar, o principal fator responsável pela ausência de uma alimentação saudável é a herança familiar de hábitos medicamente considerados prejudiciais a saúde. No documentário americano citado anteriormente, a doutora Susan Levin afirma que as pessoas herdaram estilos de vida ruins. Ambientalmente, elas são expostas a um certo tipo de alimentação e vida que elas têm levado para a vida adulta, passado para os filhos, é por isso que elas desenvolvem as mesmas doenças que seus pais e avós tiveram antes deles.

Ademais, a falta de conhecimentos básicos sobre nutrição fizeram com que a população brasileira fosse influenciada pela publicidade da indústria alimentícia e pelos modismos alimentares. À vista disso, doenças como obesidade, hipertensão, diabetes, derrames e infartos, passaram a ser incidentes; causando problemas não só individuais, mas também da saúde pública, devido ao crescimento da demanda proveniente de doenças crônicas.

Destarte, para promover a melhoria dos hábitos alimentares brasileiros, é preciso que o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, promova a educação alimentar e nutricional (EAN), por meio de  campanhas que informem a população sobre os princípios de uma alimentação equilibrada. Para isso, deve utilizar não só as mídias digitais, tais como propagandas, anúncios de televisão e redes sociais; mas também folders, banners, palestras e eventos, que venham ocorrer em turnos variados (para alcançar um maior quantitativo populacional), relacionados ao assunto e que exponham os benefícios de uma dieta balançeada.  Além disso, cabe ao Ministério da educação incluir aulas de EAN na grade curricular e palestras voltadas aos responsáveis. Por meio da adoção desses métodos, poderemos contribuir para o fim da herança familiar de hábitos prejudiciais e para a diminuição da incidência de doenças crônicas.