Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 11/04/2020
Em 2014, mais de 54,1% da população brasileira estava acima do peso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Números exorbitantes e que refletem a sociedade acelerada e sintética em que se inserem essas pessoas, estando cada vez mais suscetíveis a doenças crônicas e desequilíbrios psicológicos.
Analisando o sucesso de uma refeição nada saudável, vale ressaltar que desde a Revolução Industrial e a consequente ascensão do capitalismo, agregando a aceleração do mundo moderno, as pessoas têm optados por “Fast-Foods” e produtos industrializados que contribuem para o sobrepeso. Adaptando a ideia de Zygmunt Bauman sobre sociedade líquida, hoje as pessoas preferem o mais rápido - que de certa forma é o mais saboroso - do que algo que possa satisfaze-las de fato, optando pelo prazer imediato e pouco cuidado com o futuro.
Dentre os problemas causados por uma alimentação irregular estão a obesidade, que, somado ela vem a diabetes e a hipertensão, e os transtornos psicológicos, como a bulimia e a gordofobia, ambas assolando a juventude e sua autoestima.
Destarte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde e as escolas, criar uma disciplina na Base Comum Curricular sobre reeducação alimentar e palestras com nutricionistas e chefs de cozinha para alunos e sua família, e as Secretarias Municipais de Saúde, implantar nutricionistas nas Unidades Básicas de Saúde para atuar no controle dos casos de obesidade e instruir à população, e assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir os casos relatados pela OMS e garantir a plena saúde à sociedade civil.