Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 10/05/2020
O desenvolvimento tecnológico advindo da ascensão do capitalismo após a Segunda Guerra Mundial, proporcionou a criação de comidas rápidas (fast-foods) e pouco saudáveis para se adequar ao cotidiano atarefado das pessoas, enquanto que outras, infelizmente, continuam vítimas da fome. Portanto, cabe avaliar os fatores responsáveis por essa problemática no Brasil.
A priori, é importante destacar que a fome sentida por diversos brasileiros é fruto de uma má distribuição dos produtos alimentícios. Segundo o órgão da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), mais de 800 milhões de pessoas, ou uma a cada oito no mundo, ainda passam fome por não receber o alimento ou a quantidade adequada. Com isso, é perceptível que o problema se encontra no descaso do Governo para proporcionar comida à população de forma equitativa e, portanto, urgem medidas do Poder Público para solucionar esse impasse.
Por outro lado, diversas pessoas tem passado mais tempo fora de casa por conta do trabalho e isso os levam a consumirem alimentos de preparo rápido, porém pouco saudáveis, apenas para satisfazer o prazer imediato. Tal ocorrência é associado pelo filósofo Zygmunt Bauman sobre o fato de vivermos em tempos líquidos, em que o hedonismo e o imediatismo predominam sobre a preocupação com o futuro. Destarte, é notável que muitos ainda tratam a saúde com negligência e isso precisa ser mitigado.
Dessa forma, com a observação dos aspectos analisados, é fulcral que o Governo, junto às ONG’s, por meio de incentivos fiscais, concedam alimentos suficientes para toda a população, principalmente os de baixa renda, o que pode ser feito com distribuição de cestas básicas ou em parceria com supermercados, os quais podem destinar parte de seus produtos a essa causa, a fim de acabar com a fome no Brasil. Ademais, a mídia deve promover propagandas que influenciem a adoção de uma vida mais saudável. Com tudo isso, o impacto nocivo dessa problemática poderá ser solucionado.