Os desafios relacionados à alimentação no Brasil
Enviada em 14/07/2020
A canção “Geração Coca-Cola”, de Renato Russo, relata a modernidade consumista e os maus hábitos alimentares influenciados pela Indústria Cultural. De fato, desde a Revolução Industrial, a preocupação com a nutrição adequada diminuiu devido ao cotidiano atribulado. Além disso, o surgimento das linhas de “Fast Food” (do inglês “comida rápida”), as quais contêm comidas ricas em carboidratos e gorduras, deram continuidade aos hábitos que começaram no surgimento da indústria. De fato, no Brasil, esses maus hábitos alimentares são seguidos, o que gera problemas de saúde individual e pública. Logo, é urgente a promoção de uma solução para essa idiossincrasia.
Em primeiro plano, a Indústria Cultural, introduzida por Adorno e Hokheimer, é uma das principais causadoras dessa apatia. Isso ocorre visto que seu objetivo é vender produtos em massa ao convencer consumidores por meio de propagandas manipuladoras. Nesse sentido, o documentário “Supersize me” provou que uma dieta baseada nos alimentos supercalóricos dos “Fast Food” geram problemas de saúde e perda da qualidade de vida. Em contraste, as propagandas desses restaurantes mostram pessoas felizes ao consumir tais produtos e os benefícios nutritivos, o que confirma o conceito dos sociólogos. Em suma, a saúde individual e o bem estar desses indivíduos são comprometidos.
Outrossim, a negligência e o desconhecimento por parte da população agrava esse impasse. Desde o desenvolvimento do conceito “tempo é dinheiro”, imposto pelo Taylorismo durante a Revolução Industrial, os indivíduos não compreendem o impacto em substituir o que deveria ser uma alimentação balanceada por um lanche proveniente de uma linha de “Fast Food”. Sob esse viés, o documentário “What The Health” mostra os impactos ambientais e na saúde pública causados pela má alimentação. Essas consequências nefastas incluem poluição do ecossistema e aumento da demanda para tratamento de doenças crônicas e distúrbios alimentares.
Urge, portanto, a necessidade de reverter essa apatia, visto que é agravante aos problemas de saúde individual e pública. Para isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que é subordinada ao Ministério da Saúde, deve exigir que os estabelecimentos avisem sobre as complicações que o consumo exacerbado dos seus produtos podem causar. Atrelado a isso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve exigir das escolas o surgimento de uma disciplina de Educação Alimentar e Nutricional. Isso deve ocorrer por meio da criação de uma lei que irá abranger tais atitudes, o que objetiva acabar com a manipulação que influencia o consumo exagerado e com o desconhecimento por parte de tal ato. Somente dessa maneira é possível combater esse impasse.