Os desafios relacionados à alimentação no Brasil

Enviada em 17/06/2020

Durante o século XVIII, a chamada ‘‘Segunda Revolução Agrícola’’ revolucionou a produção de insumos alimentícios por meio da inserção de tecnologia, com o propósito de sanar a fome mundial. Entretanto, no Brasil contemporâneo, apesar da produção crescer constantemente, a alimentação democrática e saudável continua a ser desafiada por fatores como concentração de renda e maus hábitos nutricionais.

Dentro dessa perspectiva, os desequilíbrios de ordem socioeconômica tornam-se aspectos notáveis na problemática. Desse modo, é perceptível que a ‘‘Aldeia Global’’, conceito do geógrafo Milton Santos que define maior concorrência e circulação de produtos, proporcionou multiplicidade de ofertas e redução no preço de mercadorias. Apesar disso, assegurar a todos no Brasil plenos meios de acesso aos alimentos ainda é desafiador, uma vez que parte população mão detém poder de compra suficiente.

Além disso, a qualidade nutritiva das refeições também deve ser analisada na questão. Assim sendo, é notável que parte da população condiciona sua alimentação à dinâmica moderna, tal costume prejudicial à saúde é agravado pela mídia, que divulga continuamente publicidades que pregam rapidez em detrimento da qualidade. Portanto, esse panorama está em par com o ideal de ‘‘Coerção Social’’ do pensador francês Durkheim, que aponta o poder  exercido pela propaganda como controlador.

Logo, medidas amplas devem ser postas em prática para superar tais desafios. Para que isso aconteça, compete à Secretaria de Desenvolvimento Social intensificar medidas de assistência financeira voltadas ao consumo alimentício, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara do Deputados, que atue assegurando aos grupos frágeis economicamente os meios básicos de aquisição, com o fim de mitigar a concentração de recursos. Ainda, urge que o Governo Federal lance editais de fiscalização, que regulem publicidades alimentícias manipuladoras, com o fito de reduzir maus hábitos alimentares. Dessa feita, os benefícios da ‘‘Segunda Revolução Agrícola’’  hão de se otimizar.